sexta-feira, 30 de junho de 2017

A OBESIDADE EM FOCO, EPIDEMIA QUE LEVA A VÁRIAS DOENÇAS INFLAMATÓRIAS

 A obesidade tem adquirido características de epidemia e os mesmos números que indicam o aumento da obesidade também apontam um aumento significante de indivíduos portadores de diabetes, doença degenerativa cerebral, tais como Alzheimer e Parkinson e demência senil, assim como diabetes tipo II e a mais temida das doenças que é o câncer.
Sabe-se atualmente, devido a várias pesquisas de ponta tanto no Brasil quanto nos EUA, que ambas as patologias apresentam uma  resposta metabólica característica, que leva a uma alteração em vias de sinalização intracelulares e na homeostase da glicose.
O uso de dieta hiperlipídica (DH), hipercalórica (carboidratos simples), hiperproteíca (carnes gordurosas em excesso, principalmente churrascos na brasa), são responsáveis pelo aumento da massa adiposa, que entre outros fatores, tais como infecções crônicas, seja por vírus ou bactérias bem como por fungos, levam a um aumento na produção de citocinas pró-inflamatórias.
Todo o médico deveria medir as infecções crônicas orgânicas, pois são fatores de inflamação no organismo.
Afinal o que é inflamação crônica?
Definição:
Aumento de reações do organismo como persistência do agente que não é eliminado pelos mecanismos da inflamação aguda.
Características:
Aumento na proporção de linfócitos e macrófagos (células de defesa), proliferação de vasos e de fibroblastos, com deposição de colágeno.
Possui tempo mais longo e não apresenta os sinais cardinais da inflamação.
A inflamação crônica aumenta a formação novos vasos, depósito de colágeno e inflama os tecidos (células).
Resumo:
1- Inflamação crônica:
2- Ativação de Macrófagos e Linfócitos:
2.1- Aumentam os fatores de crescimento (PDGF, FGF, TGF-beta), que vão agir no aumento dos fibroblastos, aumentam as células endoteliais e as células fibrogênicas especializadas. 
2.2- Aumentam as citocinas pró-inflamatórias (TNF-alfa, IL-1, IL-4, IL-13, IL-6, IL-13), que aumentam a síntese de colágeno.
3- Diminuição das atividades das metalloproteínas, que diminuem a degradação do colágeno.
Tanto os fatores 2 e 3 levam a fibrose generalizada.
Vários estudos apontam para a participação de macrófagos (células de defesa) nesse processo.
A via não-canônica de sinalização de NF-kB contribui para o quadro de inflamação crônica não transmissívei, e pode representar uma via chave na resposta metabólica à obesidade e outras doenças, especialmente a diabetes tipo II com resistência à insulina.
Na avaliação, se a sobrecarga nutricional induzir a polarização macrofágica em tecidos metabólicos, ocasionará aumento na expressão de genes que codificam citocinas pró-inflamatórias, induzindo não somente o quadro inflamatório grave interno, mas a resistência ao sinal da insulina em hepatócitos (células do fígado).
Foi feito um experimento com macrófagos de camundongos (RAW 264.7), submetidos ao bloqueio de NiK, por siRNA desafiados com palmitato e, posteriormente, o meio condicionado proveniente destas células foi adicionado como meio de manutenção em células de hepatoma de camundongo (Hepa 1c1e7).
Os resultados mostraram que o palmitato é capaz de induzir uma resposta inflamatória em macrófagos ocasionando resistência ao sinal da insulina em hepatócitos (célula do fígado) por intermédio da ativação de NiK, através da degradação de TRAF-3 em células imunes.
Ao bloquear NiK em células RAW264.7 o quadro inflamatório foi reduzido, mesmo após exposição ao palmitato, e o quadro de resistência ao sinal da insulina em hepatócitos tratados com o meio condicionado de macrófagos foi amenizado.
O estudo sugere uma comunicação entre hepatócitos e macrófagos residentes no fígado no desenvolvimento da resistência à insulina por intermédio da via não-canônica de NF-kB.
Temos que combater as causas das inflamações crônicas, que uma grande maioria das pessoas possuem e não sabem, é uma das principais causa de câncer
Fim 
Dr. Alexandre Machado



Uma reflexão importante:

Muito do Evangelho trata de mudanças do nosso comportamento.
Mas como diretamente ligado ao nosso sucesso ou fracasso nessa caminhada.
O modo mais comum de receber o evangelho é tentar nos condicionar a obedecer os mandamentos.
Lutamos contra a nossa própria vontade dizendo não para nossos desejos mais profundos.
É claro que essas coisas são necessárias mas costumam ter um custo psicológico muito alto e uma efetividade baixa.
Há muitos cristãos sem saúde na alma e não poucas vezes vemos alguém que após algum tempo na igreja sai dela e volta para as mesmas práticas de antes.
Nosso linguajar, ele saiu do mundo mas o mundo não saiu dele.
A outra forma de receber o evangelho é criar consciência de seus valores.
Percebemos beleza no projeto de Deus em nossa vida, em todos os sentidos se tivermos a percepção aguçada.
Para Jesus não basta não adulterar, não roubar, não ser mentiroso, mas se seu pensamentos internos enxergarem o próximo como um inimigo ou um objeto, não adianta ser de Cristo.
Esquecemos de enxergar as pessoas como irmã(o).
No longo processo de criar consciência até usamos comedidamente condicionamentos mas como meio e não como fim.
Não devemos ser robôs condicionados e programados, fazer tudo aquilo que a sociedade mandar, assim como seu grupo querer impor.
 Queremos ser filhos amorosos que compartilhem seus valores e essência, com consciência de quem são e de quem podem ser.
Venham conhecer Jesus Cristo nosso Senhor.





















quinta-feira, 29 de junho de 2017

NOVA ABORDAGEM DA DIETA OCIDENTAL NA INFLAMAÇÃO E ALTERAÇÃO DA MICROBIOTA INTESTINAL

A dieta ocidental se caracteriza pelo alto consumo de lipídeos saturados e trans, triglicerídeos, sal refinado, açúcar refinado, ômega-6, o que favorece o risco para as doenças crônicas não transmissíveis, inflamação generalizada das células, como diabetes tipo II, doenças cardiovasculares, doenças degenerativas cerebrais e principalmente a obesidade e o câncer.
Em resumo temos:
os ômegas-6, glúten, que em excesso, contribuem para ativação de receptores do tipo Toll-like, com a liberação dos receptores TLR4 de citocinas pró-inflamatórias que irão inflamar o organismo e principalmente os  intestinos, essas citocinas são: IL-1 (interleucina 1) e TNF-alfa (fator de necrose tumoral alfa).
Já as gorduras saturadas irão agir tanto no receptor Toll-like, liberando as citocinas inflamatórias, quanto na alteração da flora intestinal chamado Disbiose.
O mesmo ocorre com adoçantes artificiais, o açúcar branco, a carne vermelha em excesso, assim como, os fitonutrientes, que estão contaminados com agrotóxicos e defensivos agrícolas e vão ocasionar a Disbiose.
O sal em excesso vai liberar uma citocina inflamatória (IL-17).
O que causa a liberação das citocinas pró-inflamatórias, cria-se no organismo um processo de inflamação crônica que é a principal causa de quase todas as doenças, principalmente infecções gerais e localizadas, assim como a obesidade, doenças degenerativas cerebrais, doenças cardiovasculares e hipertensão arterial, doenças broncorespiratórias, e principalmente a obesidade e o câncer.
Já a Disbiose intestinal, irá causar um aumento das doenças autoimunes, alergia geral, inflamação sistêmica.
No processo inflamatório crônico e de baixo grau como ocorre na obesidade, a elaboração da reposta imune e, consequentemente, o recrutamento das células do sistema imune são requisitos para favorecer de forma patológica a elaboração da resposta inflamatória.
Alguns componentes da dieta parecem favorecer esse processo, entre eles, destaca-se o papel do excesso do consumo de carnes vermelhas, lipídios saturados, alimentos pobres em fibras que além de contribuírem para o aumento da inflamação, podem influenciar a microbiota intestinal, acelerando o processo de Disbiose, ou seja, no desequilíbrio entre colônias de bactérias patogênicas e bactérias benéficas ao nosso organismo.
Os adipócitos (tecido gorduroso que se encontra na obesidade) liberam citocinas inflamatórias, porque têm um papel de glândula endócrina secretante de hormônios, entre elas temos as interleucinas- 1 e 6 (IL-1 e IL-6) e o fator de necrose tumoral (TNF-alfa) sendo que a expressão gênica aumenta conforme ocorre a hipertrofia destas células.
Estudos mais atualizados sugerem que os açúcares simples reduzem os níveis de fagocitose (defesa orgânica) das células  brancas e aumentam o quadro inflamatório, enquanto carboidratos complexos, são capazes de reduzir a inflamação.
O sal por sua vez, adicionado em cada alimento, aumenta a inflamação, assim como a pressão arterial, pela liberação de IL-17 (interleucina -17), está relacionado as doenças autoimunes, tais como tireoidite, artrites e outras.
Vejam vocês, quantas pessoas tomando vários medicamentos para hipertensão arterial, ou na própria doenças autoimune com reposição de hormônios, um simples combate a inflamação solucionaria muitos problemas de anos de tratamento.
Sabemos através de pesquisas atuais, que o consumo de gordura saturada e trans, induz a liberação de prostaglandinas, principalmente da série par como a PGE2 oriundas da biossíntese do ômega-6 .
O excesso de ômega 6 também está associado a resposta imune através dos efeitos sobre receptor do tipo Toll-like, os TLR-4, que ao ser ativado induz a liberação de citocinas pró-inflamatórias ( TNF-alfa, IL-6, IL-1b, IL-12) que são liberadas no cérebro e também em todo o organismo.
Podemos afirmar que a maioria das doenças existentes em nosso século vêm da nossa alimentação pró-inflamatória.
Ao ser sinalizadas, estas citocinas irão atuar via MAP quinase e, por fim podem ativar o fator de transcrição NF-kB relacionado ao câncer e outras doenças  por expressarem mais de 200 genes.
Fim
Dr. Alexandre Machado



As imagens nossa de cada dia:
Uma das imagens comuns que a sociedade faz ou fazia dos seguidores de Jesus, é ¨que somos um grupo que não pode fazer um monte de coisas¨, tais como não bebe, não fuma (graças a Deus), não dançar, reunir com os amigos, não isso e não aquilo etc..
Sabemos que a igreja começou com os apóstolos sem ter tantas doutrinas para seguir.
Estas doutrinas foram impostas durante longo tempo para responder problemas pontuais que iam aparecendo.
A base da fé era nascer de novo e arrependimento dos pecados (batismo), o ter Jesus como Messias e Senhor e a comunhão no corpo de Cristo, através da ceia.
De maneira nenhuma devemos abrir mão das doutrinas que a igreja desenvolveu ao longo de sua caminhada.
Mas o que nos define como cristãos não é a doutrina, mas sim nossa semelhança em ações e pensamentos, como Cristo, quando Ele veio a terra.
Todos os discípulos seguiram os passos do mestre Jesus, devemos fazer o mesmo em retidão, justiça e amor ao próximo.
A doutrina só torna mais claro o nosso alvo, que é Cristo.
Não é a abstinência disso e daquilo que nos aproxima de Deus, mas os nossos atos e pensamentos para com o próximo.
Além disso, não devemos amar ídolos de barros como se fossem verdadeiros deuses do passado.
Nisto temos testemunhas do passado do povo judeu, quando eles em várias ocasiões  abandonaram o Deus vivo de Israel e foram atrás de ídolos pagãos, foram subjugados e viraram escravos.
Caros irmãos não cristãos venham através da leitura da Palavra viver a Paz que Nosso Senhor nos trás nesse tempo de incerteza.





















































quarta-feira, 26 de abril de 2017

ENVELHECIMENTO E SARCOPENIA, O QUE SÃO ISSO? PARTE I

O envelhecimento é um processo fisiológico presente em todos os organismos vivos que consiste na perda progressiva das funções celulares mais importante do corpo.
Por isso há uma diminuição de sobrevida, com aumento muito grande de uma morte prematura.
Nossa função adaptativa que mantém a máquina biológica em funcionamento está comprometida, assim como a preservação da informação genética e, paradoxalmente, permite que novas variações genéticas possam ser testadas.
Em uma sociedade em que o indivíduo tem consciência de sua existência e a certeza de sua morte, a longevidade coloca-se como uma obsessão a ser alcançada a qualquer custo.
Nos últimos 150 ano, com o aperfeiçoamento da agricultura e os avanços da medicina, não só teve um aumento da população, mas milhares de pessoas alcançaram a terceira idade com melhor qualidade de vida, ou seja, um aumento médio na expectativa de vida.
O conhecimento metabólico do processo de envelhecimento, criou um domínio de tal conhecimento que pode ter consequências profundas não apenas na sociedade, mas também na evolução da espécie humana.
O envelhecimento é um processo progressivo do declínio das funções celulares e metabólicas, levando a uma diminuição da expectativa de vida.
Ocorre um desequilíbrio entre o número de células que degeneram e morrem e as que vão substituí-las, ou então, na capacidade das células em reciclarem ou repararem seus componentes, o que é mais relevante em células pós-mitóticas, tais como os neurônios.
Outro fator importante é a velocidade em que este desequilíbrio acontece é que determina a quantidade de envelhecimento, que pode ser gradual e saudável, ou rápida senilidade, por exemplo o câncer.
Pode ocorre que um órgão específico envelhece mais rapidamente, de maneira desproporcional, em relação aos demais, por exemplos as doenças Auto imunes localizadas.
Com o envelhecimento a composição corporal vai gradualmente mudando, com um declínio da massa magra (músculos esqueléticos) e um aumento exagerado da massa gorda (tecido adiposo), é a sarcopenia,  por isso temos uma epidemia de obesidade, que desencadeiam outras epidemias, tais como a depressão e o câncer.
O que ocorre no idoso, ou melhor após 30 anos de vida, diminuição da proliferação celular, da produção de proteínas e enzimas, aumento de aberrações cromossomais, diminuição da parte terminal dos cromossomos, que é conhecida como telômero (que funciona como um relógio biológico da multiplicação celular), além disso temos uma maior sensibilidade do organismo aos Radicais Livres e seus produtos de oxidação, e um processo muito grande e importante da Glicação orgânica.
Dentre as enzimas que têm sua fabricação reduzida, temos a SOD (enzima superóxido dismutase), da catalase (CAT) e do glutatião peroxidase (GSHPx), que são as armas mais importante contra o excesso de Radicais livres orgânico, também chamado estresse oxidativo.
Além disso, temos baixa da telomerase, que regeneram os telômeros dos cromossomos e reparam outros segmentos do DNA, quando são agredidos pelos Radicais Livres, gerando, por declínio, uma maior incidência de câncer no idoso e infelizmente no público mais jovem.
Na idade madura há um declínio na fabricação hormonal, principalmente o hormônio do crescimento (GH), os femininos (estrogênios), o DHEA (Dehidroepiandrosterona), cujos níveis na corrente sanguínea servem como indicador do estágio de envelhecimento e, em menor grau, o hormônio da tireoidiano e o hormônio masculino (testosterona|).
Com o envelhecimento, as glândulas passam a produzir menos hormônios, que são substâncias que comandam as funções celulares.
Os tecidos alvos destes hormônios também podem apresentar alterações na capacidade de responderem aos estímulos dos mesmos.
Nesta fase da vida, hormônios como o DHEA, o GH, o estrogênio (nas mulheres) e a melatonina (produto derivado da serotonina), têm uma queda significativa na sua produção.
Os três primeiros são estimuladores do crescimento celular, e a melatonina é um reparador do sistema nervoso central e está relacionado com a qualidade do sono, com a imunidade, com a proteção antioxidante e com a restauração molecular.
Os hormônios tireoidianos, que também têm função anabólica, podem ser produzidos em menor escala, limitando a resposta orgânica.
Mas, há no estresse seja psicossocial ou metabólico e o principalmente alimentar, o aumento do cortisol e adrenalina, que alteram o equilíbrio orgânico quando em excesso, passam a ser produzidos em maior quantidade.
Este declínio hormonal se dá não apenas pelo envelhecimento da própria glândula, ou do sistema de transmissão neuroquímica, mas também pela capacidade de reposta dos tecidos- alvos.
Aos 30 anos de idade, o cérebro tem aproximadamente 10 bilhões de células, e a partir daí, se não houver uma prevenção e alimentação natural, há perdas de 10.000 a 100.000 células por dia.
Além da perda das células nervosos, as restantes podem ter reduzido o número das conexões entre uma célula e outra (dendritos), prejudicando o grau da transmissão nervosa.
Estes dois fenômenos, associados ao declínio da produção das substâncias neurotransmissoras, são responsáveis pelo envelhecimento cerebral, e principalmente pela epidemia de depressão seja ela juvenil ou não, via receptores alterados, com geração de diminuição cognitiva (memória e aprendizado, reconhecimento, lembranças etc.), desequilíbrio afetivo e alterações psíquicas.
Fim
Dr. Alexandre Machado


Refleções sobre a vida plena:
O crescimento espiritual é o processo no qual substituímos as mentiras do dia-a-dia por verdades.
Em Jo 17.17 ¨ Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade¨
O Espirito de Deus usa a Palavra para nos tornar semelhantes ao Filho de Deus.
A Palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais afiada do que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, e juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração¨.
Foi pelas suas palavras que tudo veio a existir.
Sem elas, nós não estaríamos vivos.
Vejamos Tg 1.18 ¨ Por decisão, Ele nos gerou pela palavra da verdade, a fim de sermos como primeiro fruto de tudo que Ele criou¨.
A Bíblia é muito mais que um Manual de doutrinas.
A palavra de Deus gera vida, cria fé, produz mudanças no nosso comportamento com o próximo, há o primeiro amor, que é o amor ao próximo, afugenta o mal, realiza milagres em sua vida, cura feridas do ressentimentos, edifica o caráter da pessoa, transforma as circunstância em que você está vivendo e não vê saída, transmite alegria de viver em Deus, supera as adversidades seja elas pessoais ou financeiras, não lhe trás dinheiro, mas você fica em paz para consegui-lo, derrota os desejos incontrolados, vícios vários, cria uma grande esperança, libera poder de Deus em você, limpa as nossas mentes do desejos ruins.
Não podemos viver sem a palavra de Deus vivo e nunca devemos subestimá-la.
Em Mateus 4.4 ¨ Jeus respondeu: Está escrito ¨ Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus¨                                                                                                                                                                                                                                                                                                         


















































sexta-feira, 10 de março de 2017

ALTA INCIDÊNCIA DE CÂNCER NO FUMANTE

Vinte sete anos transcorreram desde que Marc Edell moveu sua inusitada ação no tribunal de Nova Jersey, e as ações de responsabilidade cível contra empresas de tabaco agora alcançam proporções diluvianas.
Em 1994, em outro caso que também foi marco divisório na história dos litígios provocados pelo tabaco, o estado de Michigan moveu uma ação contra vários fabricantes de cigarros para tentar compensar gastos de mais de 1 bilhão de dólares em assistência médica incorridos pelo Estado com doenças associadas ao fumo- incluindo principalmente, o câncer de pulmão.
Michael Moore, o procurador-geral, resumiu o argumento para as empresas tabagistas: ¨Vocês provocaram a crise de saúde; vocês pagam¨.
Outros estados seguiram o mesmo caminho, como Flórida, Texas e Minnesota.
Em junho de 1997, diante da avalanche de processos similares, empresas de cigarro propuseram um acordo global.
Em 1998, 46 estados assinaram o Master Settlement Agreement (MSA), acordo com os quatro principais fabricantes de cigarros-Philip Morris, R.J Reynolds, Brown e Williamson e Lorillard Tabacco Company (que desde 1998, mais de 47 fabricantes de cigarros aderiram a ele).
O acordo inclui forte restrições à publicidade de cigarros, dispersa associações comerciais e grupos de lobby da indústria, permite o livre acesso a documentação internos sobre pesquisas (este foi o ponto mais importante que foi descoberto, milhares de fraudes em pesquisas para que o alcatrão e a nicotina não fossem responsabilizado pela epidemia de câncer no EUA) e propõe a criação de um fórum nacional para instruir o público sobre os perigos que o tabaco representa para a saúde.
O MSA é um dos maiores acordos já alcançados em ações de responsabilidade civil e, talvez mais profundamente, a admissão mais ostensivo de conivência e culpa na história da indústria tabagista.
com os mercados e os lucros em declínio, e com os custos jurídicos em ascensão, os empresários escolheram países subdesenvolvidos para criar novos mercados, e o número de fumantes em muitos deles aumentou proporcionalmente.
O consumo do tabaco hoje é uma das principais causas evitáveis de morte tanto na China, Índia, Brasil e a pobre América Latina e África.
Segundo Richard peto, epidemiologista de Oxford e colaborador de Richard Doll (até a morte de Doll em 2005 por câncer de pulmão), recentemente calculou que o número de mortes associadas ao fumo entre adultos na Índia chegará a i milhão anualmente na década de 2010, e continuará a subir na década seguinte.
Na China, o câncer de pulmão, não contabilizando os de boca, língua, faringe e esôfago, já é uma das principais causas de morte e pode ser atribuído ao fumo em homens.
Não contabilizando em mulheres que nestes países fumam diariamente.
As empresas multinacionais de cigarro atuam como um vetor que espalha doença e morte pelo mundo.
Isso se deve, em grande parte, ao fato de que a indústria tabagista usa sua riqueza para convencer políticos a criar um ambiente favorável à promoção do cigarro.
Para tanto, a indústria reduz as restrições à publicidade e à promoção, e impede a adoção de políticas públicas efetivas de controle do tabaco, como impostos altos, rótulos de advertência em linguagem forte e clara nos maços, proibição de fumar no trabalho e em lugares públicos, companhas agressivas de countermarketing na mídia e proibição de anúncios.
Diferentemente dos mosquitos, outro vetor global de doenças, as empresas de tabaco transferem depressa as informações e estratégias que aprenderam numa parte do mundo para outras.
É difícil transmitir a amplitude e a profundidade da devastação que o cigarro ao causar os cânceres.
Apesar da evidente seriedade do vício e de suas consequências em longo prazo, o consumo de tabaco continua relativamente desenfreado, as taxas de fumantes, que estavam estabilizadas por décadas, começaram a crescer outra vez em certos bolsões demográficos, campanhas antitabaco sem brilho já não exercem fascínio sobre a imaginação pública.
É assombroso e perturbador que vários países do mundo global, esteja anestesiadas, e um dos carcinogênicos mais potentes e comuns conhecidos da humanidade possa ser livremente comprado e vendido, em qualquer loja de esquina, por poucos trocados.
Fim
Dr. Alexandre machado


































sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

A MEIA DE NÁILON DO CÂNCER

Em 1920, quando perguntaram à Evarts Grahan, um cirurgião famoso de St. Louis, pioneiro em pneumonectomia (a ressecção dos pulmões para remover tumores), se o tabaco tinha aumentado a incidência de câncer de pulmão, ele retrucou, desdenhosamente ¨assim como o uso de meia de náilon¨.
Em 1947 no Reino Unido, Inglaterra, houve uma epidemia de câncer no pulmão, as taxas tinham aumentado cerca de 15 vezes mais que em duas décadas anteriores.
1947, em fevereiro, início do ano, foi criado uma Comissão Parlamentar sobre o aumento do Câncer de Pulmão.
O resultado foi pífio, culparam:
A gripe Londrina.
A névoa Londrina.
O Raio x do Sol.
O Alcatrão das estradas.
O resfriado comum.
A chama de carvão.
A poluição industrial.
O gasômetro.
O escapamento dos automóveis.
¨Era tudo menos a fumaça do cigarro.¨
O mesmo ocorria no outro lado do Atlântico, opinião de néscios.
No verão de 1948, Ernst Wynder, estudante de Medicina, em N.York, deparou com um caso de um homem de 42 anos, que havia morrido de Carcinoma Broncogênico, era um fumante crônico.
Na sua autópsia seus brônquios estavam manchados de alcatrão e os pulmões totalmente escurecidos pela fuligem.
Naquela época todos os cirurgiões não percebiam a cor e a textura dos pulmões, simplesmente os extraíam.
Mas o estudante, Wynder, voltou para sua faculdade em St Louis, onde cursava a Medicina, pediu dinheiro para pesquisar à associação de câncer de pulmão e o hábito de fumar, mas ¨levou¨ um não e responderam que a pesquisa era ¨INÙTIL¨
Mas o estudante era ousado e escreveu ao Ministério da Saúde dos EUA naquela época, relatando o fato verificado em seus estudos, o Ministro da Saúde respondeu-lhe:
¨ Esta correlação que você fizera é a mesma correlação que poderia ser feita com a ingestão de leite¨.
Wynder, recrutou a Evarts Graham, o mesmo que falou nas meias de náilon, mas para refutar o assunto resolveu aceitar o desafio do estudante.
Criaram grupos de fumantes e não fumantes (como grupo controle), que era uma novidade na metodologia da época.
Ficaram Wynder e Graham em N. York e Doll e Hill em Londres, ambos pesquisando a mesma coisa e o mesmo assunto.
Nesta época na Faculdade de Medicina de Doenças Tropicais de Londres, foram feitas as primeiras descobertas epidemiológicas do século XIX:
Malária vetor mosquito.
Leishmaniose vetor Flebotomínes.
Doença do Sono vetor mosca Tsé- Tsé.
A relação Tabaco e o Câncer era bobagem.
No pós guerra havia a distribuição de fichas para fumantes habituais.
Doll e Hill, 1948: fizeram 156 entrevistas aos fumantes e, assim apareceu os primeiros indícios da associação entre o câncer e o tabaco.
Por esse motivo, Doll abandonou imediatamente o cigarro, mas era muito tarde.
Já em N.York, Wynder e Graham chegaram a mesma conclusão através de outra pesquisa e outros métodos.
Wynder e Graham publicaram no: Journal of American Medical Association, ¨foi uma luta¨ para que fosse publicado.
Já Doll e Hill publicaram : British Medical Journal, outra batalha para publicar.
1940 o excêntrico geneticista de Oxford Edmund Ford, o que descobriu as mariposas na floresta que mudava a genética para sobreviver ao predador, associou-se a eles.
1951, Doll e Hill, fizeram pesquisas com 41.024 médicos fumantes e não fumantes, onde das 789 mortes foram por câncer de pulmão nos fumantes.
Até hoje, mesmo comprovado, ¨as duras penas¨ pelos pesquisadores médicos, temos uma vasta legião de fumantes pelo mundo, sem importar com o seu amanhã e sim com o agora.
¨A propósito (meu câncer), é uma célula cancerosa escamosa, aparentemente igual ao câncer de pulmão de todos os outros fumantes¨ palavra do Dr Doll.
¨Não acredito que alguém possa apresentar um argumento muito convincente contra a ideia de uma conexão causal com o hábito de fumar, porque fumei durante cerca de cinquenta anos antes de parar¨, palavras de Evarts Graham e Ernst Wynder, em 1957.
A resposta da poderosa indústria do Tabaco, foi feita em 1954: Acreditamos que os produtos que fabricamos não são prejudiciais à saúde.
Sempre cooperamos e vamos cooperar de perto com aqueles cuja tarefa é preservar a saúde pública.
Há um ditado que diz ¨o cego é aquele que não quer aceitar os fatos¨.
Fim
Dr. Alexandre Machado

  











































segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Câncer uma doença malígna, atualmente sem cura total.

Tudo começou com artigo sobre o câncer de John Cairns, 1985, Harvard, um biólogo, sobre o enorme investimento feito inicialmente em 1971 no câncer, mas não haviam resultados clínicos tangíveis.
Cairns começou por revitalizar um antiquado registro existente desde a Segunda Guerra Mundial: o registro de câncer, que consistia de anotações de estatísticas por Estados, e por mortes associadas ao câncer,
Esses registros, escreveu Cairns num artigo para a revista Scientific American, ¨oferecem um quadro bastante preciso da história natural do câncer, ponto de partida necessário para qualquer discussão de tratamento¨, pelo exame minucioso de dias ou semanas e de décadas.
Cairns começou a usar o registro de câncer para calcular o número de vidas salvas pelos avanços terapêuticos em Oncologia desde os anos 1950.
Por ser anterior a 1950 a terapia de cirurgia e radiação foram excluídas.
Dividiu em três categorias:
1ª-Quimioterapia ¨curativa¨- abordagem defendida por Frei e Freireich no ¨NCI ¨e por Einhorn e seus colegas em Indiana.
Pressupondo índices de cura relativamente generosos de cerca de 80% a 90% para os subtipos de câncer curáveis com quimioterapia.
Cairns estimou de 2 mil a 3 mil vidas salvas, no geral, a cada ano- setecentas crianças com leucemia linfoblástica aguda, cerca de mil homens e mulheres com a doença de Hodgkin, trezentos homens com câncer de testículo avançado e de vinte a trinta mulheres com carcinoma (variantes de linfoma não Hodgkin), curáveis com poliquimioterapia.
As 20 mil vidas anualmente em 1986, teriam acrescentado mais de 2 mil vidas, elevando o total para cerca de 5 mil, mas Cairns não incluiu essas curas em sua medição inicial.
2ª-A quimioterapia adjuvante- quimioterapia aplicada depois de cirurgia, como nos estudos clínicos de câncer de mama realizados por Bonadonna e Fisher, que salvava mais de 10 mil vidas anualmente,
3ª- Os exames de Papanicolau e mamografias que detectaram o câncer em estágios iniciais.
Ele estimou por alto que esses exames preveniam adicionalmente de 10 mil a 15 mil mortes associadas ao câncer por ano.
A soma total, falando generosamente, alcançou de 35 mil a 45 mil vidas por ano.
Esse número deveria ser contrastado com a incidência anual de câncer em 1985: 448 novos casos diagnosticados para cada 100 mil americanos, ou cerca de 1 milhão de casos todos os anos- e a mortalidade causada pelo câncer em 1985: 211 mortes para cada 100 mil habitantes, ou 500mil mortes todos os anos.
Em suma, mesmo com estimativas relativamente liberais sobre as vidas salvas, menos de um em vinte pacientes com o diagnóstico de câncer nos EUA e menos de uma em dez do número total de pacientes que morriam de câncer tinham se beneficiado dos avanços em terapia e rastreamento.
Cairns não ficou surpreso com a modéstia do número; a rigor, como ele disse, nenhum epidemiologista de respeito deveria ficar.
Sabemos que a tuberculose que matou muitas pessoas no passado, mesmo antes dos antibióticos, teve  sua queda dada não pelo milagre da Medicina, mas posr:
1- Melhor nutrição da população.
2- Melhores condições de moradia e de saneamento.
3- Melhora nos sistemas de esgoto e ventilação.
Tudo isso junto baixou a mortalidade por tuberculose na Europa e nos EUA.
Por que não há esforço junto à população atual em melhorar a alimentação e o saneamento básico geral em relação ao câncer?
Em maio de 1986, dois colegas epidemiologistas, John e Elaine Smith, Harvard, apresentaram uma análise no New England Journal of Medicine, excluindo as taxas de sobrevida ao longo do tempo que causavam erros sistemáticos.
Eles imaginaram duas aldeias, ambas com taxas de mortalidade por câncer iguais, em ambas tinham moradores acima de 70 anos com câncer, uma taxa de sobrevida de cinco anos depois do diagnóstico, pacientes sobrevivem dez anos depois do diagnóstico e morrem aos oitenta.
Imagine agora, que numa dessas aldeias introduz-se um teste infalível para detectar o câncer mais cedo.
Mas não há nenhuma intervenção cirúrgica disponível, nem mesmo da aldeia que tinha um teste preventivo.
Na aldeia I o câncer é detectado pelo exame preventivo, o câncer agora é detectado aos sessenta anos, e os pacientes morrem aos oitenta anos, ou seja, há uma sobrevida de vinte anos.
Na aldeia 2, sem o exame de prevenção, o câncer é detectado aos setenta e os pacientes morrem aos oitenta, ou seja, uma sobrevida de dez anos.
Apesar disso, a sobrevida ¨maior¨ não é real.
Sem intervenção terapêutica não há sobrevida.
Temos duas assertivas, um país jovem tem menos câncer que um país com cidadãos idosos, acima de 70 anos.
Eles fizeram o ajuste etário.
Para entender o que é ajuste etário, imagine duas populações bem diferentes, uma é majoritariamente formada por homens e mulheres jovens.
A segunda é majoritariamente formada por homens e mulheres mais velhos obviamente apresentam um índice maior de câncer.
Agora, suponha que a normalização da segunda população elimine o desvirtuamento etário.
A primeira população é mantida como referência.
A segunda população é ajustada, a distorção da idade e taxa de mortalidade diminuem proporcionalmente.
As duas populações agora contêm grupos ajustados etariamente idênticos, de homens e mulheres e jovens, e a taxa de mortalidade, consequentemente ajustada, mostram taxas de morte específica por câncer também idênticas.
Bailar e Smith publicaram seu artigo em maio de 1986, abalaram as raízes da Oncologia, não haviam declínio na mortalidade associada ao câncer, mas sim aumento de mortes entre 1962 e 1985, muito devido ao cigarro que atua desde 1950.
Disse ¨ estamos perdendo a guerra contra o câncer, apesar do progresso com relação a várias formas incomuns da doença (como a leucemia infantil e a doença de Hodgkin), dos progressos na paliação e ampliação dos anos de vida produtivos [..], cerca de 35 anos de intensos esforços concentrados sobretudo em melhorar o tratamento devem ser vistos como fracasso¨.
É triste esta constatação desde aquela época até hoje.
Em 1980, o câncer era responsável por 1, 824 milhões de anos perdidos de vida potencial nos EUA, com 65 anos como referência.
Foi contestado por vários médicos cancerologistas, que se importavam mais com os dias de vida e não a cura geral do câncer, o bem estar e o prolongamento de vida eram só dados estatísticos para adquirir mais verbas do governo.
Uma vasta maioria das verbas do instituto, NCI, recebia 80% que eram canalizadas para  estratégias de tratamento do câncer: a pesquisa de prevenção recebia cerca de 20%, em 1992, esse número tinha aumentado para 30% do orçamento de 2 bilhões de dólares do NCI para pesquisa, 600 milhões eram gastos em pesquisas de prevenção.
Em 1974, não se falava em prevenção, a diretoria do NCI e alguns grupos de médicos relacionados diretamente ao tratamento do câncer nunca deram uma ¨ideia¨ pista ou teoria que fosse, sobre prevenção do câncer.
Mas a noção de ¨cura¨ como solução única para o câncer tinha degenerado em dogma esclerosado.
Esta é uma triste história do câncer nos EUA, imaginem no nosso  Brasil, pois além de não ter saneamento básico e condições de moradia e alimentação ao povo, nem uma cultura de prevenção, o câncer mata a maioria dos pacientes, ora imediatamente ora meses e anos após.
Fim
Dr. Alexandre Machado

Para você meditar profundamente:
Em Mateus 6.33 ¨Jesus diz que buscai, pois, em primeiro lugar, o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas¨
Não podemos fazer como alguns irmãos que frequentam a Igreja para pedir dinheiro, posição social elevada e fazer casamento de fachada, buscam a saúde mas não fazem a prevenção, normalmente vemos muitos irmãos na dependência das drogas lícitas para a depressão e ansiedade.
Para Deus agir, temos de entregar nossos problemas a Ele e descansar, confiando em Seu cuidado para conosco.
Outro ponto importante é que Deus nunca afasta-se de nós, filhos da fé.
Em João 14.18 diz o Senhor Jesus ,¨ Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros¨.
Quando depositamos nosso presente e nosso futuro nas mãos do Nosso Senhor, nosso Deus,  encontramos a Paz.



























































































segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

VAMOS FALAR DE CÂNCER. VOCÊS CONHECEM O QUE É UMA DOENÇA CHAMADA CÂNCER?

 Primeiro devemos conhecer as características da vida moderna que tem contribuído no aumento da incidência de câncer mundialmente.
Entender as características moleculares que levam ao aparecimento do fenômeno tumoral.
Como estas características se refletem nos níveis celulares e teciduais?
O diagnóstico correto de câncer foi feito à 2500 AC.
Em 460 AC constataram que o câncer se espalhava pelo corpo.
Em 200 DC descobriram câncer de mama em mulheres.
Em 1743 foi relatado expressivo números de câncer em freiras em Pádua, Itália.
Em 1775 descobriram que o câncer de escroto se manifestava em limpadores de chaminés.
Em 1861 foram feitas as primeiras associações de câncer de pulmão e cigarro.
Em 1909 descobriram a associação de câncer e Vírus.
O pai da medicina Hipócrates, grego, chamava de KARKINOS (caranguejo).
Há relatos de papiros sobre o câncer de mama.
Na Grécia, as patas do caranguejo representavam os vasos sanguíneos do câncer.
Sabemos que entre:
1848 a 1854: predominavam tuberculose, bronquite, influenza, cólera etc...
Nos anos de 2012 as doenças predominantes nos homens e nas mulheres eram:
Mulheres:
Demências: Senil, Alzheimer e Parkinson.
Doenças cardiovasculares.
Doenças do cérebro: AVC.
Gripe, Enfisema e Bronquite.
Câncer: Pulmão, Mama, Útero
Homens:
Doenças cardiovasculares.
Câncer de pulmão.
Enfisema, Bronquite,
Doença do cérebro: AVC
Demências: Senil, Alzheimer e Parkinson.
Câncer de Próstata, Cólon, Leucemia linfóide e Câncer de pescoço.
Para nossa supressa vemos que tanto os homens quanto as mulheres tiam uma alta incidência de câncer de pulmão, bem como de doenças pulmonares, tais como pneumonias, enfisema e bronquite, tudo isso devido ao uso do cigarro continuamente.
Em 1851 o câncer predominava em países pobres, acometendo até pessoas novas.
Hoje, constatamos o Câncer tanto nos homens quanto nas mulheres em todo o mundo, independente da idade.
Podemos afirmar que na nossa geração o câncer é uma epidemia da modernidade.
O câncer não é um único acontecimento, mas multidisciplinar complexo e robusto e uma falha em vários sistemas ou conjunto de sistemas, que os estudiosos chamam de Hallmarks do câncer.
Estes são uma desregulação energética celular, resistência à morte celular, mutação e instabilidade do genoma, indução a angiogênese (criação de novos vasos), atividade de invasão e metástase, promoção de inflamação geral e local, imortalidade replicativa, alteração do sistema imunológico ao seu favor evitando a sua destruição, evasão de supressores tumorais, etc...
Por todos estes fatores vemos claramente que esta guerra não tem muitos vencedores, só morte e se cria uma falsa expectativa de cura.
Afinal o que é o câncer?
É uma síndrome.
Temos uma divisão celular desregulada e descontrolada.
Diferentes comportamentos.
Diferentes etiologias.
Diferentes sintomas.
,Eu pergunto a todos os meus leitores, por que não fazer uma prevenção verdadeira?
Temos que contrair o câncer para depois mudarmos os hábitos de vida?
Não acham que está sendo tardiamente feito?triste constatar que somente 25% do câncer do mundo são curados, os outros 75%, o tratamento é ineficaz e o câncer volta a atuar.
Na maioria das vezes, os tratamentos têm efeitos colaterais graves, alguns pacientes conseguem entrar em pesquisas clínicas com novas terapias, mais são poucos, a maioria recebe as terapias convencionais.
O Dr. Paulo Hoff da USP diz: ¨ O Brasil tem 500 milhões de doença por ano (câncer), e parte significativa acaba morrendo por falha de tratamento eficiente.
Para muitos pacientes, a oportunidade de participar de um ensaio clínico é tudo o que temos a oferecer.
Não há garantia de que o ensaio clínico traga a cura, mas pode dar esperança.
Quem sabe dê mais tempo com os familiares.
A sociedade precisa que ofereçamos tratamentos mais eficientes que garanta vida mais produtiva   ¨.
Acrescento essas sábias e duras palavras, nós devemos priorizar a prevenção alimentar, os hábitos de vida, os exames genéticos certos a todos indiscriminadamente.
Infelizmente a cura do câncer irá demorar um tempo, só estamos engatinhando no nível celular e molecular do tratamento no organismo, meio-ambiente e câncer.
Fim
Dr. Alexandre Machado.
Bibliografia:
O imperador de todos os males
Siddhart Mukhergie, Companhia das L etras, 2012.
The Hallmarks of câncer
Douglas Hanahant and Robert A Weimberg, Swiss Institute for experimental Câncer, Cell 2000 e 2011
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